quinta-feira, 18 de abril de 2019

Dia nacional do Livro Infantil!!!


    "O Dia Nacional do Livro Infantil foi instituído em 2002, ano em que foi criada a Lei 10.402/02, registrando a data de nascimento de Monteiro Lobato como o dia oficial da literatura infantojuvenil. 

     Escritor vinculado ao Pré-Modernismo brasileiro que contribuiu com obras célebres para o público adulto, Lobato deixou também um enorme legado para a literatura infantojuvenil, já que mais da metade de seus livros era dedicada a esse público. 

     Sua primeira história infantil, A menina do narizinho arrebitado, foi publicada em 1920, e o sucesso do livro fez com que outros tantos surgissem, imortalizando as personagens Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Tia Nastácia, Emília, o Visconde de Sabugosa, entre outros, que posteriormente seriam eternizados no famoso programa de TV produzido no final dos anos 1970 até meados dos anos de 1980 e retomado no final dos anos de 1990 até meados dos anos 2000."












https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-nacional-livro-infantil.htm

terça-feira, 16 de abril de 2019

Livros por toda a parte!!!!!



         Inspirada na Biblioteca do Kansas, a fachada de uma escola em Tyumen, na Rússia, foi restaurada pelo grupo local "Cor da Cidade" em 2012!!





         Biblioteca Pública do Kansas, no Missouri (EUA), cuja fachada tem 22 lombadas de livros, foi inaugurada em 2004, com um custo de 50 milhões de dólares.








             Em Marechal Cândido Rondon, no Paraná, o Colégio Evangélico Martin Luther, reformou o muro com a pintura de lombadas de livros. A obra “prateleira” de obras é do artista Alexandre Schwingel, o Trilha, que já tem vários grafites nos muros da cidade.






http://literagindo.com.br/colegio-no-parana-faz-muro-incrivel-em-forma-de-livros/
http://aventuranaleitura.blogspot.com/2014/07/paredes-literarias.html

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

A caixinha verde de Pandora - Marina Macambyra




Aparecido, o porteiro, bate na mulher.
O assessor do secretário de cultura também rouba livros.
A ex-diretora ganhava viagens para Miami da empresa de software.
Gabriela não lava as mãos depois de ir ao banheiro.
A diretora não responde e-mail porque não consegue escrever uma frase que faça sentido.
Os colegas da Grande Biblioteca só conseguiram descobrir o que Dona Alzirinha realmente guardava naquela caixinha forrada com papel verde depois que ela morreu dentro do táxi, a caminho do trabalho. Oficialmente eram “modelos de fichas“, mas também podia ser “nada que você seja capaz de entender” ou “receitas de pudim” , dependendo de quem perguntasse e do humor do momento. Nos piores dias era “o cadastro de pessoas que eu pretendo matar“.

Na caixinha se aninhavam, em pacífica ordem, fichas catalográficas contendo pequenos segredos de funcionários e usuários da biblioteca, descritos de acordo com as regras do AACR2. Alguns eram bem escabrosos:
fichinha

Eram todas fichas de assunto com cabeçalhos bem escolhidos como Violência doméstica – Brasil – Século 21;  Corrupção; Higiene etc. Para o José Carlos homofóbico e pai desnaturado, o assunto era Infâmia, sem mais.

Dona Alzirinha, idade incerta mas avançada, era quase um mito na Grande Biblioteca, admirada pela grande capacidade de trabalho e temida pela selvageria de sua sinceridade. Frases como “seu conhecimento de regras de catalogação não desculpa sua ignorância em todos os demais campos do conhecimento” eram famosas entre os funcionários mais jovens, que adoravam a velhinha boca-dura. Acredita-se que passara uns tempos presa durante a ditadura, mas ela jamais confirmou. “Arrume umas lutas para você e pare de se preocupar com o passado alheio”, costumava dizer aos curiosos que a incomodavam com perguntas sobre o tema.

Ninguém poderia imaginar que aquela senhora que pouco interagia com a fauna local tivesse tantos podres catalogados em sua caixinha verde. “Ela inventou isso tudo”, defendia-se um dos catalogados, enquanto outros ponderavam que as fichinhas continham informações quentes e fáceis de apurar. 

Helena, uma das bibliotecárias da seção de catalogação observou, pensativa, que a caixa estava muito vazia. “Gente, eu via a Dona Alzirinha mexendo nesta caixa quase todos os dias, estava lotada de fichas. E agora está pela metade”.


– E alguém sabe o que ela estava fazendo no fichário nesses últimos dias? – perguntou a diretora.
– Acho que acabamos de descobrir – responde a catalogadora, coçando o queixo para disfarçar o sorriso.


O velho fichário da Grande Biblioteca tinha em Dona Alzirinha sua mais feroz inimiga. Desde que “a porcaria nova”, como ela chamava o sistema informatizado, provou que funcionava de forma minimamente aceitável, a velha catalogadora declarou que já era hora de jogar fora “a porcaria velha”. Para Dona Alzirinha, nada prestava.


– Como, Dona Alzirinha?! Nem terminamos ainda de inserir tudo no sistema … – escandalizou-se a diretora.
– E daí? Só faltam aqueles livros que ninguém mais procura. Joga fora logo, senão a velharada não aprende a consultar a porcaria nova.
– Não, não podemos fazer isso! Esse fichário é nossa história, Dona Alzirinha, muito me admira a senhora, tão …
– História, minha filha – interrompeu – é uma coisa que você vai precisar ler muito para começar a entender o que é.


E saiu virando as costas para a indignada diretora.

Um silêncio preocupado instalou-se entre os presentes, que avaliavam as consequência potenciais do biblio-terrorismo da falecida. A diretora, que ruminava intermináveis discussões passadas sobre o vetusto equipamento com uma cada vez mais teimosa Dona Alzirinha e seus seguidores adeptos do crime de lesa-fichário, bateu o martelo.

– Vamos fazer um mutirão e tirar todas essas fofocas indecentes do nosso catálogo.

Protestos se fizeram ouvir. Que absurdo perder tempo com isso, não vamos conseguir encontrar as drogas dessas fichas, deixa pra lá, ninguém consulta mais aquilo. Esconder no porão o “nosso catálogo” ou descartá-lo, como queria a velhota, era a melhor coisa a fazer. Mas não teve mais nem meio-mais, a diretora estava irredutível. Não seria agora, depois da morte da adversária mais implacável, que ela iria perder a parada.

E lá se foram todos caçar fichinhas malditas, em turnos de 45 minutos cada dupla. Os cabeçalhos de assunto eram uma boa pista, mas logo descobriram que a velhinha não era besta. Havia várias fichas cujos assuntos não eram tão óbvios, como “Cultura de cana” para a revelação de que alguém bebia regularmente cachaça em horário de expediente. Depois de algumas horas de busca, uma das estagiárias anunciou, abanando uma fichinha:

– Pessoal, esta aqui não é da Dona Alzirinha. As delas são todas datilografadas em fichas no estoque antigo, aquelas boas, grossinhas … Esta aqui foi impressa e a gramatura é outra.

Todos foram examinar a descoberta e mais dois funcionários disseram também ter encontrado fichas diferentes. Rapidamente constataram que havia, pelo menos, três outros tipos diferentes de fichas. Algumas continham erros gramaticais que Dona Alzirinha jamais cometeria.

Ao receber a notícia, a diretora simplesmente agarrou sua bolsa, arrumou rapidamente o cabelo e foi saindo.

– Amanhã eu vejo isso. Agora tenho que ir, estou atrasada para minha terapia.

A secretária olhou na agenda e tentou avisar que a consulta era no dia seguinte, mas recebeu um olhar fulminante e se calou. No dia seguinte, a diretora não tirou os óculos de sol para trabalhar, sinal inequívoco de insônia seguida de enxaqueca. Foi a secretária que mandou parar o mutirão caça-fichas. 

À tarde, chegaram os moços da manutenção e carregaram o fichário para o porão, de onde viria a desaparecer discretamente meses depois.

No boteco onde a galera foi comemorar a vitória póstuma da terrível Alzirinha, a catalogadora Helena mostrou uma das fichinhas que resgatou salvou.

– Esta eu vou guardar.

Era uma das autênticas, caprichosamente datilografada na Olivetti 32 usada pela agora saudosa velhinha, com o título:

O pai da diretora é um ex-torturador do DOI-CODI.






https://bsf.org.br/2016/12/12/a-caixinha-verde-de-pandora/

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Doação do autor Gerson Nagel


         A nossa Biblioteca recebeu com muito carinho o autor Gerson Nagel, que veio especialmente nos presentear com seu livro de estreia "Prometo não invejar as gargalhadas".
         
        O autor participou da antologia Poesia dá trabalho (2008) e foi selecionado no concurso Histórias de Trabalho (2009), com o poema Restauro
        
        Desde 2013 tem publicado pelo coletivo de poetas Gente de Palavra. Recebeu Menção Honrosa no Prêmio Lila Ripoll de Poesia (2016) com o poema Dor de afastamento. Foi selecionado no concurso Poemas no Ônibus e no Trem com a poesia Fio de vida entre nós (2016). É autor do livro digital Extatua, e ainda colabora com diversos jornais, faz parcerias musicais e é presença em muito saraus por Porto Alegre. 
         
        Como ele costuma dizer: "antes Nagel do que nunca!"


 Sisudo

roubaram meu sorriso
levaram consigo
puseram no bolso
no impulso das horas
deixou de marcar
aconteceu sem demora
quando dei por mim criei isso
face circunspecta por nuvens e sombras
perpetrou-se no ar o atraso de vida
prometo não invejar as gargalhadas
até melhorar ou que a encontre
devolvam-me!
por motivos frouxos não sorrio mais
tenho a cara circunscrita
por aquela que deus me deu pra encarar






terça-feira, 23 de outubro de 2018

Vem chegando nosso Sarau!!!

        Outubro caminha para a reta final, e por aqui a gente se prepara para nosso Chá Literário!!

        Dia 31/10/18, como sempre na última quarta-feira do mês, para fechar nossa semana, venha trazer seu livro para dividir a leitura conosco e vivenciar bons momentos de reflexão e conversas edificantes!


Livros técnicos novos!!!

       Mais compras que se incorporam ao acervo para quem precisar pesquisar sobre Literatura infantil, Política, Ecologia, Epidemias, História e Educação!